segunda-feira, 19 de junho de 2017

alma renascetista
a sede insaciável
pelo concreto abalável
predios feitos de gelatina
ruas pintadas de amarelo
alma renascentista
o prazer inesgotável
de por todos os caminhos transitar
por todas as cidades viajar
todas as lenguas pueden hablar
um saber infindo
alma renascentista
montanhas de anotações
dispostas por todo o chão
vários livros abertos
olhos ávidos e espertos
buscando por nova-informação
alma renascentista
um aperto no peito
que nada está a desatar
uma flor inexistente
esperando para desabrochar
um rio correndo
buscando onde desaguar
uma morte lenta
vida cheia de resistência
cega de dor pela impotência
de nunca poder o mundo inteiro desbravar

alma renascentista.

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