com a janela aberta
e o vento soprando
selvagem,
impaciente,
me elevo e desabo.
as estrelas,
a lua,
as luzes dessa cidade
não possuem o mesmo brilho
desde que fui embora.
desde que tive que ir.
as folhas correm pela rua cinza,
dando piruetas felizes
e caindo embaixo de pneus quentes.
dê a elas um minuto
e elas irão mais alto que nunca,
rodando, sorrindo,
voando.
eu acredito no que explica a ciência.
eu acredito cegamente quando ela diz
que servimos apenas para refletir luz,
para refletir brilho.
mas ultimamente tenho procurado
em todas as páginas,
em todos os livros,
em todas as bibliotecas,
o seu nome na parte de exceções,
onde a ciência se desculpa pelo erro,
e explica que você, unicamente você,
emite sua própria luz
e dá vida a tudo que vejo,
a tudo que sinto,
a tudo que uma vez já me fez sorrir.
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