Promessas de amor embaixo do travesseiro,
esperando uma fada ou santo qualquer
que acredite no impossível e no improvável,
para tirar-te do meu passado,
e,
instalar-te num pedaço aleatório do futuro,
quem sabe no para sempre,
que sabe no por enquanto,
apenas teu rosto no meu
por uma fração de segundo
ou um segundo qualquer
para proclamar-te "meu".
Canções de ninar
com som de rock n' roll
embalam-me tranquilamente,
complacente,
mergulhando-me num bálsamo de nostalgia.
Preso no presente,
algemado à memórias.
Chora... chora!
E,
deixe-me secar tuas lágrimas,
antes que eu vá embora.
Na minha cama,
apenas lençóis vazios
e um urso marrom,
que me encara com olhos de vidro,
como se me gritasse cem sentenças
que me sentenciam
a uma eternidade no vazio
(sem você)...
ou qualquer lampejo de felicidade
que, me olha com maldade,
denunciando atrocidades que a mim mesmo cometi,
para livrar-me da lembrança
antes colorida de nós dois,
mas, que agora apodrece num canto qualquer
da minha memória,
que todos os dias implora
para, que só por um momento volte a preencher
o vazio - ou o sentimento -
que agora existe nos meus lençóis.
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