segunda-feira, 2 de abril de 2012

Se tivesse
minhas moedas
reluzentes e douradas,
das suas não precisaria,
para ti, não pediria nada.
Não as tenho,
nem encontro,
apenas rezo para que apareçam,
para livrar-nos da culpa,
para colocar pão em nossa mesa.

Sem orquídeas ou namorada,
a culpa instala-se em mim,
estou destruindo seus sonhos,
colocando fogo em seu jardim.
Mas,
que posso fazer,
se meu futuro é tão incerto,
que não estabelece-se com promessas,
ou sua mentira dizendo que sempre estaria perto...

Um andar de distância,
mas ainda estamos próximos,
espero que não seja tarde demais
quando seus filhos assinarem o divórcio.
A família se ruiu,
pecados aparecerem,
mas,
nunca saberão
o que só conto ao travesseiro.

Sem saber o que sentir,
sem saber o que pensar,
torço para que um dia
minha mãe consiga colocar outro em seu lugar.
(...)
As palavras saem
como um vômito que muito guardei,
espero que um dia saias de mim,
mas não esqueça que sempre lhe amei.

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