quinta-feira, 30 de maio de 2013

julguei-te pela forma que me olhava,
pela leveza que me tocava,
e pelo desespero presente em ti
quando sua boca encontrava a minha
e me mandava para um lugar diferente,
onde o único som era o silêncio
e a única palavra era o seu nome.

um filme bobo na tela
e um sorriso bobo no meu rosto.
a facilidade assombrava-me
e me fazia frear, me mandava para longe.
eu me afastava,
te machucava,
e para mim, isso é normal.

minha defesa é ignorar.
mandar para longe o que me provoca,
que me instiga a mudar
e ter a coragem que sempre me faltou.
ser alguém diferente e novo
que não se importa com o que dizem
ou fazem,
apenas se verá seu rosto pela manhã.

mas a coragem me faltou
e nosso lugar ficou para trás,
em um tempo em que problemas não eram reais,
e muito menos a ilusão que me seguia
presente em seu sorriso e seu olhar.
eu era uma mentira que vivia,
comia e dormia.
uma mentira tão bem mentida que tornara-se verdade
e a verdade doía.
eu não posso, não podia.
só meu coração já me pesa,
mais um no peito seria suicídio,
e eu, meu bem,
sou nova demais para morrer.

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